Este texto tem o objetivo de trazer reflexões para o que estamos vivendo nos últimos tempos! Estamos caminhando cada vez mais para a intolerância e ações egocêntricas de um mundo moderno que ensina mais as pessoas a ter do que a ser.

Egocentrismo e intolerância são conceitos diferentes, mas que apresentam conotações semelhantes no cenário social atual:

Egocentrismo está relacionado a acreditar que tudo deve girar em torno de suas necessidades o que impede a possibilidade de compreender o outro como parte de algo, já que tudo gira em torno de si mesmo.

Intolerância está relacionada a falta de habilidade ou de reconhecimento ao respeito às diferenças em crenças e opiniões. O que acontece é que na atualidade por divergência de opiniões as famílias estão se desfazendo, os amigos estão se distanciando e as pessoas estão partindo para além da agressão verbal.

Estamos em um momento social com a presença cada vez maior de ausência de limites, hierarquia invertida entre pais e filhos, falta de tolerância, ausência de empatia, de se colocar no lugar do outro, de ser ouvido, de ser acolhido.

Um momento em que se escuta as pessoas dizerem: “me deixa terminar de falar”, “você não me ouve”. Em uma amplitude maior escutamos: “o Brasil precisa mudar, não pode ficar pior do que está”.

Mas é com muita tristeza que posso afirmar que sim… pior do que está pode ficar, pois quem faz o Brasil são as pessoas! Esquecemos de pensar que vivemos em relação e que sentimos a maior dor do mundo quando nos sentimos excluídos, desvalidados e não pertencente a um grupo

O questionamento que vem é: o que estamos fazendo para fortalecer nossas relações, principalmente em família? o que estamos fazendo que não somos capazes de discutir um assunto sem desvalidar e ofender as pessoas que amamos? o que estamos fazendo para não ser capaz de ouvir uma opinião diferente?

Foram esses questionamentos que me fizeram escrever esse texto para deixar uma mensagem de esperança. Essa mensagem não depende da mudança de outra pessoa, depende apenas de si mesmo:

Exercite amor e não imposições:

Imposição é uma ação que obriga a outra pessoa a pensar e fazer a mesma coisa, como se este não tivesse opiniões e outra visão de mundo. A realidade de um não faz a realidade do outro menos importante.

Exercite a escuta:

Aprender mais escutando do que falando. Nenhuma verdade é absoluta e somente quando se coloca à disposição de compreender a verdade do outro é que se aprende a acolher. Acolher é não atacar.

Exercite o Respeito:

Respeito ao outro que pensa diferente, respeito ao outro que expõe uma opinião divergente, respeito a quem torce para um time de futebol diferente, respeito a diferença de opinião política, respeito a orientação sexual.

Tenha Empatia:

Nem todos irão pensar ou fazer as coisas da mesma forma. Tente se colocar no lugar do outro. O que leva esse outro a ter um jeito diferente de pensar? De agir? Pense nisso e pratique mais o amor! Valorize mais ser do que ter! Mantenha as pessoas que ama por perto, não distancie, principalmente sua família.

Se cuide:

Vivemos em um mundo onde manipulamos e somos manipulados. Embora a palavra não seja a mais bonita é verdade. Quanto mais se conhecer, mais capacidade terá de se defender das influências externas. Faça terapia.

E pense: está ruim? O que estou fazendo para contribuir? O que posso fazer para mudar? Não espere a mudança no outro, mude você!

Tempos de paz e de amor! É o que precisamos para transformar o país e as relações!

Escrito por:

Fabiane Moraes de Siqueira

Psicóloga e Terapeuta de Família e Casal

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