Você sabia que mais da metade dos divórcios são motivados pela inabilidade do casal em lidar com o dinheiro? E que a forma como cada um lida com o dinheiro tem relação com a educação recebida em casa?

Uma pesquisa realizada durante três anos pela Serasa Experian, em 2015, no Reino Unido, mostrou que 56% dos divórcios estão relacionadas ao modo como o casal gerência as finanças.
O que muitos casais não se dão conta é que a falta de dinheiro resulta em muitas brigas e discussões.
Essas discussões ocorrem porque a questão não está relacionada apenas ao dinheiro. A falta dele vai interferir na construção de metas do casal e em como poderão alcançar bem estar e qualidade de vida para ambos. Também pode inviabilizar os objetivos do casal e da família e diminuir o apreço que um tem pelo outro.
Quanto mais brigas, menos diálogo e quando não se conversa sobre o assunto, com o tempo vai surgir o sentimento de que um se esforça mais pela relação do que o outro, gerando insatisfações que poderá resultar em um esgotamento e distanciamento conjugal.
Por que isso acontece?
A maioria das famílias brasileiras não ensinam educação financeira para seus filhos. O que eles aprendem está relacionado aos comportamentos de como seus pais ou cuidadores lidam com o dinheiro e sobre o que ouvem dele.
Por exemplo, se uma pessoa cresce em uma família em que o dinheiro não é valorizado e a mensagem que ouve é de que dinheiro serve apenas para pagar contas e não traz felicidade, a tendência é que os filhos levem esse modo de lidar com o dinheiro quando formarem as suas famílias. Neste caso a mensagem será gastar o suficiente para que o dinheiro dê para pagar contas. Muitas vezes essa mensagem não passa a importância de gastar menos para que possam investir nos planos do casal e ter verba suficiente para alcançar momentos de lazer e felicidade.
Outra questão é que se essa pessoa se casar com alguém que aprendeu um outro modo de lidar com o dinheiro, negociações se farão necessárias no relacionamento, pois o que cada um aprendeu vai interferir na forma como ambos irão tomar decisões importantes na vida a dois na na vida em família.
Para lidar com essa questão o casal deve conversar e estabelecer metas em conjunto e individuais. Essa conversa deve ser semanal ou mensal, mesmo que apenas um deles sinta familiaridade com planilhas.
Negociar é ficar claro para ambos de que modo pretendem alcançar seus objetivos individuais e conjugal. Como cada um vai se esforçar para o que possa trazer felicidade aos dois. Casal une, casal não separa!
Escrito por:
Fabiane Moraes de Siqueira
Psicóloga e Terapeuta de Família e Casal
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