Você já ouviu a frase: “amar é sofrer?”
Concorda com essa expressão? Se a resposta for sim, será importante rever crenças e valores. Neste texto vou abordar esse tema e explicar que amar é uma coisa e sofrer é outra bem diferente.

“Amar é sofrer”, está é uma expressão que aparece muito nas falas das pessoas e nas músicas românticas que ouvimos.
Para ter uma melhor compreensão vamos entender primeiro a definição de sofrimento e de amor:

Sofrimento:
Geralmente está associado a dor física ou moral, que resulta em sentimento de muita tristeza. Nenhum ser humano está livre de vivenciar o sofrimento em algum momento de sua vida. A melhor forma de lidar com esse sentimento não é evitá-lo e sim compreendê-lo, buscar a fonte de sua causa e enfrenta-lo.

Amor:
Não é um conceito fácil de definição, mas tem relação com uma forte afeição por alguém, envolve carinho e demonstração de afeto e leva uma pessoa a desejar o bem da outra.

Então para compreender:
Se sofrimento está relacionado a sentimento de muita tristeza, o que faz algumas pessoas associarem amor a sofrimento?
A resposta é simples na teoria e complexa na prática: “Quando o amor tiver relação com a renúncia de si mesmo, amar vai ser sofrer”.

Em outras palavras, a renúncia de si mesmo envolve perda de identidade e de individualidade por não saber mais quem é, o que gosta e onde quer chegar. Toda expectativa de bem estar, qualidade de vida, metas e felicidade, só irão acontecer se a outra pessoa puder oferecer.

Assim, colocar expectativa da felicidade no outro não vai ser amar, e sim sofrer!
A outra pessoa tem uma história de vida diferente, tem visões de mundo diferente e dificilmente esse outro irá suprir ou cumprir com expectativas alheias e isso não significa que não haverá amor na relação por parte deste outro.

Amar uma pessoa envolve:

Ter autoconhecimento:
Se conhecer contribui para compreender a forma como responde às situações externas e em como toma decisões. Evita que interferências negativas assumam o controle de sua vida.

Reconhecer que as pessoas têm defeitos e virtudes:
Ninguém é igual a ninguém, mesmo nascendo na mesma família e sendo criado pelas mesmas pessoas. Compreender esse processo ajuda a pessoa a saber lidar com as diferenças de comportamentos, pensamentos e ideias.

Ter amor próprio:
Ter amor por si mesmo é ter respeito, se aceitar como é e compreender suas fragilidades e vulnerabilidades. Esse processo contribui para melhor compreensão de potencialidades e de como compreender melhor o outro.

Ter capacidade de escolha:
Para amar sem sofrer se torna necessário ter em mente que você não é escravo das exigências de outra pessoa e nem a outra pessoa tem que ser uma muleta em sua vida.

Quando há dependência na relação, há a possibilidade de esgotamento emocional e físico, pois a mensagem é que o outro tem que te completar, e isso não vai acontecer. Então tome cuidado com frases do tipo: alma gêmea, metade da laranja, tampa da panela. Viver em uma relação de dependência e de falta de algo para que o outro te complete não te dará capacidade de escolha e nem de valorizar o outro como ele realmente é.

Aprenda a ser feliz, sem a necessidade de um “alguém”: complexo? Nem tanto! A felicidade não vem de fora, vem de dentro, por isso a necessidade de autoconhecimento. Quando há autoconhecimento a pessoa é capaz de:
 Perceber o que te faz feliz,
 Lidar com as diferenças e fazer renúncias positivas,
 Não se colocar como vítima nas situações,
 Não ter medo de ficar sozinho e não precisar de outra pessoa para se completar e sim para somar!

Amar não é sofrer.

Pode ser poético nas canções e nas poesias, mas na prática quando se ama de verdade e se conhece plenamente, a expectativa do bem estar e da felicidade não vai ser encontrada no outro, somente em si mesmo!

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Escrito por:
Fabiane Moraes de Siqueira
Psicóloga e Terapeuta de Família e Casal
 

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