No texto: o indivíduo e a sociedade do desempenho eu apresentei a dificuldade que temos em fazer nada. Também pontuei que muitas pessoas se sentem culpadas por não estar utilizando seu tempo para produzir algo ou sentir que está desperdiçando o seu tempo.
Neste texto vou abordar o quanto a sociedade atual desencoraja vínculos e contribui para o aparecimento de diversas patologias!


A tendência é nos ocupar, nos envolver nas atividades do cotidiano que se apresentam em diversos estímulos: o trabalho, as mídias sociais, os inúmeros aplicativos.
Diversos estímulos que envolvem muitas mensagens, imagens e informações que contribuem para desconexões e aumento de patologias como hiperatividade, depressão, síndrome de bournout, e sintomas como falta de atenção, irritabilidade, ansiedade elevada, estresse e desanimo.
As desconexões resultam em laços sociais instáveis e inflexíveis, ou seja, as relações humanas se fragilizam frente a demanda do “tenho que fazer”.
O pensamento passa a ser linear: dominador e dominado, ganhador e perdedor, sucesso ou fracasso, produtivo e improdutivo. Como se houvesse apenas dois lados, o indivíduo se vê perdido entre ter que escolher apenas uma opção. A linearidade dificulta pensar em outros contextos e outras possibilidades, uma linha de raciocínio que contribui para:
Comportamentos competitivos: 
Deve-se sempre apresentar resultados.  A competitividade é  uma ação saudável no sentido da autossuperação e busca do seu melhor. Somente passa a ser negativo quando a competitividade passa a ser compreendida como competição, pois competição resulta em uma mensagem e ação de superar o outro.
Atualmente temos visto muito mais competição do que competitividade.
Lembrando que competitividade é potencializado no mundo neoliberalista. Neoliberalismo defende a não participação do estado na economia, permitindo total liberdade ao comércio para o crescimento econômico, ou seja, políticas de oferta para aumentar a produtividade.
Esvaziamento subjetivo.
Há uma privação dos valores humanas, as pessoas estão cada vez mais frágeis e solitárias! As exigências de performance incapacitam o sujeito para a criatividade. Sem um lugar social e reconhecimento simbólico, as pessoas se sentem não validadas, não reconhecidas e responsáveis pelos seus fracassos, o que contribui para o aparecimento de patologias.
Há uma lógica atual de que quanto mais as pessoas pensarem igual, mais elas vão produzir. Byung-Chul Han, autor do livro a sociedade do cansaço, diz: “O cansaço da sociedade do desempenho é um cansaço solitário, que dá lugar a um indivíduo disperso e que gera esgotamentos excessivos”.
Por isso é importante dirigir as ações de uma forma que proporcione prazer, que proporcione sentido de continuidade.
Se conhecer também é um caminho que vai propiciar a melhor compreensão de como se coloca nas relações e de como permite aproximação e intimidade pessoal, assim como a possibilidade de desenvolver acolhimento e escuta na relação com o outro.
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Escrito por:
Fabiane Moraes de Siqueira
Psicóloga e Terapeuta de Família e Casal
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