Brincar favorece o crescimento e a saúde emocional, contribui para aumentar a confiança e a relação de proximidade entre pais e filhos, além de ajudar a conhece-los melhor.

 

“Quando as crianças brincam
E eu as oiço brincar,
Qualquer coisa em minha alma
Começa a se alegrar.
E toda aquela infância
Que não tive me vem,
Numa onda de alegria
Que não foi de ninguém.
Se quem fui é enigma,
E quem serei visão,
Quem sou ao menos sinta
Isto no coração”
Poema – “Quando as Crianças Brincam”. Publicado em 1933 por Fernando Pessoa.

Este poema nos leva a pensar sobre a importância do brincar. Em seu significado mais concreto, brincar é a ação de divertir-se e não há uma pessoa no mundo que não saiba o que é brincar. E embora todos brinquem ou já tenham brincado, não são todas as pessoas que compreendem a importância desta ação na vida de uma criança.

A brincadeira desperta muitos benefícios que irão contribuir para o processo de aprendizagem, desenvolvimento e autonomia de uma pessoa. 

Uma criança quando brinca se torna mais esperta, criativa e interessada, seja brincando sozinho ou não.  Já viu crianças colocando mil e um brinquedos na sala da casa e dando voz para sua imaginação? Isso é fantástico, só nesse movimento ela está usando a imaginação, sendo criativa e proativa. E, se estiver brincando com mais alguém, vai aprender a lidar com sentimentos de alegria e frustração, pois é na brincadeira que a criança aprende a dividir e perceber que nem tudo sairá como gostaria e que muitas vezes vai ter que ceder ou negociar a possibilidade de um acontecimento nesta brincadeira. 

E um fator importante, terminou de brincar tem que aprender a guardar os seus brinquedos. Esse processo contribui para um fator importante: responsabilidade!

Nesse sentido cabe aqui questionar: “Você é um pai ou uma mãe com ansiedade elevada?” Quando seu filho brinca você guarda os brinquedos dele? Se a resposta for positiva, você está ensinando que ele pode fazer as coisas como quiser e que sempre terá alguém para fazer por ele depois. Pense nisso! 

Nas suas relações adulta conhece alguém que começa as coisas e não termina? Ou ouve colegas ou familiares se queixar de alguém denominando esta pessoa como “folgada”? Se sim, saiba que para toda história de vida há uma explicação e que parte desta explicação pode estar relacionada a forma como os processos da responsabilidade e do brincar foram ensinadas.

Um outro fator importante a considerar em relação a importância do brincar, é que alguns adultos compreendem essa ação como perda de tempo. Muitos compreendem que a brincadeira não vai preparar a criança para seu futuro e a insere em mil e uma atividades no seu dia a dia, esgotando-a física e emocionalmente.

Já parou para refletir que este modo de lidar com a fase da infância de uma criança é muito semelhante com o que fazemos conosco na vida adulta?

Nos ocupamos com inúmeras tarefas que sugam nossas energias e deixamos de lado muitas vezes o nosso próprio lazer, que poderia trazer relaxamento e equilíbrio emocional! E muitos adultos fazem o mesmo com a criança acreditando na seguinte frase: “vai ser melhor para o futuro dela”.

Mas acreditem, se não houver um equilíbrio entre responsabilidades e brincadeiras, poderá haver conflito na relação entre pais e filhos, principalmente na fase da adolescência.

E aí entramos em outra questão importante: Você brinca com seu filho? Oferta tempo de qualidade para ele? Observa como são suas brincadeiras? Deixe um comentário aqui abaixo me contando: quais são as brincadeiras que costumam estar presentes na relação com seus filhos? 

 

Escrito por:

Fabiane Moraes de Siqueira

Psicóloga e Terapeuta de Família e Casal

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