Você já parou para pensar porque age de um modo extremamente amoroso com uma pessoa e com a outra não consegue demonstrar afeição?

Passa por situações de extremo nervosismo e explode no momento errado?

Apresenta inúmeras insatisfações em uma relação amorosa e não consegue avançar para um diálogo mais saudável?

Não compreende porque algumas pessoas se desenvolvem com facilidade no trabalho e na vida e outras não?

Por que alguns prosperam, enriquecem e você não?

Pare para refletir por um momento:

Você apresenta um discurso de que veio ao mundo para sofrer, para se beneficiar ou para aprender?

Seja qual for a sua resposta, ela se baseia no que você aprendeu através de sua experiência de vida, com a família, com o meio social e com as associações que faz diante de uma situação com as experiências anteriores que já teve.

Esse processo faz você acreditar que a forma como age, é a forma correta. Você cria convicções e certezas absolutas que podem ser motivadores ou limitadoras.

A forma como você pensa, interfere na forma como você se sente e como se comporta. E se o seu pensamento se cristalizar, ela se desenvolve em uma crença.

O que são crenças?

Crença é tudo o que você acredita, e por acreditar age conforme essa crença construída.

Ela interfere e influencia o seu comportamento, as suas ações, decisões e resultados.  

As crenças estão conectadas aos significados que você dá para o que vive. Tem relação com o modo como você constrói a sua realidade de mundo e com o que considera como correto e verdadeiro.

São exemplos de crenças: Ser responsável, ser íntegro consigo mesmo, ser honesto é ter caráter, ser trabalhador é uma forma de ter segurança, entre outros.

De um modo geral, você constrói a sua visão de mundo diante da forma como internaliza o significado de cada experiência que teve desde a infância com os grupos dos quais fez parte: família, amigos, escola, vizinhos, trabalho e assim por diante.

Todas estas são pessoas que te marcam ou marcaram com referências positivas ou não, e isso é tão forte que você diante de uma situação negativa se vê dizendo para si mesmo frases do tipo:

  • “Quando eu for adulto vai ser diferente”
  • “Quando eu for pai e mãe, não farei isso ou aquilo com meu filho”,
  • “Vou ser um empreendedor melhor do que meu pai”.
  • Entretanto, sem perceber, se vê fazendo exatamente igual, e muitas vezes com maior intensidade.

O que ocorre é que, do processo de interação com as pessoas, você adquire a capacidade de se comportar com o viés do que pensa e sente.

Para mudar esse quadro se torna necessário a mudança de perspectiva e ação, mas essa mudança precisa vir de dentro.

Não basta dizer:

  • “Esse emprego é muito ruim, vou procurar outro”.
  • “Viver com essa família não me traz sentimentos bons, vou morar sozinho”.
  • “Somente sofro em meu casamento, vou me separar”.

Para a mudança vir de dentro, torna-se necessário conhecer melhor a si mesmo e se questionar:

  • “Qual é a minha história de vida?”
  • “Que significado dou a ela?”
  • “Qual a minha missão no mundo?”
  • “Qual o meu propósito?”
  • A mudança começa pelo EU e não na expectativa de que O OUTRO VAI MUDAR.

Isso explica os questionamentos iniciais neste texto. Quando não há autoconhecimento, há dificuldade de perceber o que você faz para contribuir na construção da história que vive!

Por esse motivo a busca pelo autoconhecimento é o melhor caminho, mas também é a rota mais dolorida, porque vai exigir mudanças significativas.

A pergunta que você deve responder é: Você está disposto a lutar por isso?”.

 

 
Escrito por:
Fabiane Moraes de Siqueira
Psicóloga e Palestrante
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